Se eu
bombear o meu sangue
Contra o
nascer do sol
Deixarei o
meu peito aberto
Mastigadas chamas
de fuligem e vidro
(Gosto de
vidros partidos)
Alertando-me
para o que vem depois
Das coisas
que nos transparecem
O meu sangue
morreu
Enrolado em
folhas de Inverno
E peles de
animais metamórficos ou eternos
O coração,
porém
Bombeia
Uma estranha
viscosidade
Semelhante a
uma árvore
Cortada e um
dedo amputado
Não há em
lugar algum
Redenção,
esperança ou desejo
De ter em
simultâneo
Dois nascer
de sóis
No plural,
solitários
Invisíveis um
para o outro
Às vezes,
antes de adormecer
Concentro-me
na corredura do meu
Sangue
E não o oiço
Mas lá fora,
sei bem
Que aves
tecem o fim






